Como o trabalho voluntário impactou a sua vida?

04 de março de 2021
O trabalho voluntário é, certamente, uma daquelas ações que praticamos na vida que dificilmente passamos incólumes: algum impacto representa na vida daqueles que se propõem a praticar essa modalidade de prática do bem.
Foi a partir dessa premissa que decidi conversar com algumas pessoas que fizeram ou fazem trabalho voluntário: algumas através da plataforma da FreeHelper, outras por conta própria, mas todas tinham e ainda têm como objetivo final um só: impactar positivamente a sociedade.
Para o FreeHelper Wellington Trindade, que praticou o trabalho voluntário atuando com design de interface web, o voluntariado é uma constante em sua vida desde 2009, quando iniciou a prática em uma igreja, e entende que ele é fundamental na vida de qualquer pessoa. Ele conta que o trabalho desenvolvido por intermédio da FreeHelper foi uma experiência interessante e que espera ansioso para poder visualizar o resultado do seu trabalho.
Já para a voluntária e advogada Isabella Godoy Danesi, que considera o voluntariado rotina em sua vida, principalmente envolvendo a causa animal, na qual atua sua ONG. Isabella, além de prestar advocacia pro bono e atuar em alguns processos pelo Estado, participou remotamente de dois projetos na FreeHelper de duas assessorias jurídicas: uma com a ONG Orienta Vida, para a realização de termos de voluntários e contratos em geral, e o outro com o INCT Carbono Zero também caracterizado na elaboração de contrato de colaboração, parceria e fomento.

Isabella em uma reunião com o INCT Carbono Zero com o diretor do Instituto, Andrey Vasconcellos

Ela conta que desde criança teve interesse no voluntariado pois sua mãe esteve muito envolvida em trabalhos voluntários junto ao centro espírita que frequentavam. Também conta que participou do Rotaract e do Interact, clubes que promovem ações sociais, concluindo que é algo tradicional e cultural da própria família. Quando se formou soube que precisava ajudar pessoas, principalmente por meio da sua profissão.
Isabella acredita que o desenvolvimento do projeto é a parte mais interessante, bem como sua conclusão, mas que também é muito gratificante o processo de conhecer as ONGs, as instituições e as histórias: “nessas duas ONGs nas quais eu tive a oportunidade de trabalhar houve histórias fantásticas e pessoas fantásticas, e isso, para mim, é o que mais vale”.
Conta por fim que é muito satisfeita com suas experiências de trabalho voluntário, pois há um retorno muito grande tanto no âmbito das relações pessoais quanto das relações profissionais, afinal, é, também, uma forma de realizar networking, além de troca de conhecimento, ideias, informações, enfim, tudo que considera enriquecedor.
Conversei também com Andréa Rocha, estudante de direito, que atuou de forma voluntária em uma escola para pessoas com deficiência. Ela conta que procurou a escola por um sentimento de interesse gerado pela interação com a sua comunidade local: a filha de sua vizinha frequentava a escola e contou certa vez sobre a alegria que tomava conta dos alunos quando os voluntários chegavam com atividades novas para realizar.
A voluntária conta que ao final, fazendo o balanço da experiência, foi excelente, porque “achava que com o voluntariado faria um bem para os outros, mas minha maior surpresa foi quando percebi que o maior bem foi feito para mim”. Ela conclui contando que depois dessa primeira experiência planeja participar de outros projetos sociais para ter a oportunidade de auxiliar outras pessoas.
Já para Cauê Damascena, também estudante de direito e também atuante em um projeto escolar em uma escola da rede pública de ensino em São José dos Pinhais, no Paraná, a fim de auxiliar na alfabetização de crianças, seu primeiro objetivo em participar de um trabalho voluntário foi compreender melhor sua comunidade, a fim de observar de perto questões como a desigualdade social e a forma como afetam o cotidiano.
Ele conta que sua inspiração foram relatos de outras pessoas: “a pessoa que quer realizar tal projeto sabe que encontrará diferentes realidades para sua execução, porém em seu desenvolvimento acaba notando que as dificuldades para realização da experiência acabam tornando o trabalho realizado de grande valor.” Ele completa afirmando que percebeu de forma sensível o impacto social da sua atuação no projeto, através do feedback da própria comunidade. Ele conclui refletindo sobre a importância do trabalho voluntário, principalmente para pessoas mais novas, “pois isso faz com que conheçam uma realidade diferente da que vivem”.
Conversei, por fim, com a antropóloga Laura Vieira, que atuou como voluntária frente aos processos de curadoria da coleção Bento Munhoz da Rocha no Círculo de Estudos Bandeirantes, em Curitiba, Paraná. Ela conta que no início foi motivada por puro interesse pessoal na ação, uma vez que ela já havia trabalhado com acervo de outras coleções, contudo na função de registro, servido o voluntariado para melhor compreender melhor processos físicos de salvaguarda de materiais orgânicos.
Ela conta que sentiu que participar desse projeto se mostrou interessante tanto para ela própria, em nível de formação pessoal, como para a Instituição, resultando em um retorno benéfico para ambos. Ela completa afirmando que “o voluntariado deve ser um acontecimento, se não rotineiro, de relevância durante a vida. Caso não seja viável uma frequência intensa, deve ser levado em consideração em períodos pontuais.”
Um ponto interessante a ser observado é como as experiências se diferenciam entre si: algumas das pessoas com quem conversei agiram de forma pontual, em projetos específicos, ao passo que outras atuaram de forma mais contínua, mas que de forma similar ofertaram questões positivas e de crescimento pessoal aos envolvidos.
De certa forma, isso nos leva a concluir que o impacto do voluntariado na vida da pessoa não se pauta apenas pelo projeto em si (muito embora esse fator seja determinante para a satisfação pessoal de quem o desenvolve), mas principalmente pela relação de contribuição à sociedade que os voluntários percebem através de suas ações.
E, justamente por sua experiência transformadora, ninguém passa isento de reflexões e sentimentos profundos de mudança interna e externa, por um trabalho voluntário.
A plataforma da FreeHelper torna tudo isso possível à medida que te conecta a ONGs dos mais diversos setores do Brasil, e você pratica o trabalho voluntário de uma maneira diferente: de forma remota e usando apenas o seu conhecimento profissional.
Se você ainda não é voluntário, mas quer tornar o voluntariado uma prática ativa, se cadastre no site www.freehelper.com.br e faça parte do time FreeHelper.

Paula Juliana Hoffmann Rocha

Bacharel em História e Direito

Formada em História pela UFPR e em Direito pela Unibrasil, Paula já participou de diversas atividades voluntárias e é apaixonada por ler e estudar sobre filosofia, ética, história.

               

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