A responsabilidade social das empresas privadas e os investidores FreeHelper

08 de outubro de 2020
Vem aumentando o número de empresas do setor privado, ou segundo setor – aquele que possui o lucro como recurso imprescindível para sua sobrevivência -, que possuem em seu âmbito profissional um espaço conhecido como responsabilidade social – área especializada em promover impacto social positivo por meio de recursos, sejam eles monetários ou não. São as ações voluntárias, preocupações com o meio ambiente e os cuidados com a comunidade desenvolvidos no ambiente interno ou externo de uma empresa que determinarão se ela é socialmente responsável ou não.
De modo amplo, responsabilidade social é toda e qualquer ação que possa contribuir para a melhoria da qualidade de vida da sociedade, como bem afirma Patrícia Almeida Ashley, educadora e escritora. No entanto, é importante salientar que não adianta a empresa atrasar no pagamento de seus funcionários ou falhar no oferecimento de benefícios que lhes são direitos e decidir participar de programas voluntários em uma entidade carente. Toda e qualquer atitude da empresa deve ser pensada em contribuir socialmente, é indispensável o comportamento ético em todos os seus afazeres.
Esta mudança no mundo empresarial privado se deu, principalmente, pelo amadurecimento e entendimento da sociedade a respeito das demandas sociais tão urgentes e alarmantes. Como consumidores, trabalhadores e cidadãos, passamos a cobrar e procurar por atitudes de mudança dentro das empresas cujo serviço gostaríamos de usufruir.
Critério ESG e empresas socialmente responsáveis
Mas não é apenas para esse grupo seleto que a responsabilidade social é importante, os investidores empresariais também têm destacado e utilizado como fator determinante para o investimento o impacto gerado no meio ambiente, sociedade e governança pela empresa.
Estes três setores – meio ambiente, sociedade e governança – compõe o critério chamado ESG (Environmental, Social and Governance), o qual vem mudando sistematicamente o mercado de investimentos na medida em que os gestores colocam em evidência os investimentos com preocupações voltadas a essas esferas, tornando a sustentabilidade uma exigência na hora de investir.
A exemplo de uma instituição privada que preserva e cuida do meio ambiente – e, consequentemente, da sociedade no geral – temos a Natura. A empresa investe na capacitação de seus funcionários para que consigam extrair óleos naturais das plantas. Também, em parceria com a Fundação Amazônia Sustentável, atua em diversas ações de sustentabilidade socioambiental o Banco Bradesco.
Há, inclusive, organizações sociais destinadas a orientar e sistematizar o exercício da responsabilidade social de uma empresa, como é o caso do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, criado em 1998, o qual cumpre a função de “mobilizar, sensibilizar e ajudar as empresas a gerir seus negócios de forma socialmente responsável, tornando-as parceiras na construção de uma sociedade justa e sustentável”.
Investimento e parceria
Outra prática bastante comum é a parceria entre a empresa privada e organizações sociais, a qual pode se manifestar na doação de recursos, como é o caso de um dos projetos sociais da Electrolux, que tem como objetivo doar eletrodomésticos utilizados em testes laboratoriais e indisponíveis para vendas às instituições parceiras, ou no investimento monetário, por exemplo.
E é esta última prática que move, sustenta e possibilita a FreeHelper a continuar fazendo a diferença. Fundada em 2017, ela conta hoje com o apoio financeiro de oito empresas investidoras, são elas: Global Changemakers, Átman, Publify, Tractian, Eu Quero Investir!, W Business Team, Biociência e San Remo.
Por que e para quê investir?
A FreeHelper acredita que há muito a ser ganho como resultado da união de organizações sociais e empresas privadas, ganho este que vai além do financeiro. Na opinião de Pedro Eilert, Vice-Presidente da FreeHelper, problemas sociais não devem ser elencados em grau de importância, e que os dois setores devem andar juntos para expandir o impacto e o alcance do terceiro setor, independente de qual seja a causa social, mas que, como alternativa, um bom primeiro passo seria conciliar os objetivos sociais com a causa e atuação da empresa.
Já para Sonia Perussolo, Diretora da Construtora San Remo, investidora há mais de um ano da FreeHelper, “contribuir voluntariamente para a formação e capacitação de profissionais que desenvolvem seu trabalho nas áreas de saúde, assistência social, educação, lazer e outros nos quais as ONGs envolvidas atuem” está entre as principais causas entre quais as empresas privadas e organizações sociais devem unir forças para alcançar.
Na mesma linha de pensamento está Ana Maria Pinheiro, CEO da Biociência, empresa de representação e comercialização de equipamentos laboratoriais, que acredita que a educação como forma de tirar as crianças da rua e a geração de empregos devem, sem dúvidas, estar presentes nas ações conjuntas do segundo e terceiro setor. Ana acredita que o investimento na FreeHelper torna possível a contribuição nas mais diversas áreas e o impacto em pessoas que talvez nunca poderiam ter sido alcançadas se não fosse o trabalho da conexão entre voluntários e ONGs possibilitado pela plataforma.
No plano geral, é essencial que ambos os setores caminhem juntos para alcançar todo e qualquer objetivo social. E dentro da FreeHelper isto ocorre de forma transparente. O investimento monetário, hoje, é o que torna possível o grande engajamento de voluntários e as parcerias firmadas com diversas organizações sociais ao redor do Brasil.
Como escolher a ação/organização certa na hora de investir?
A desconfiança na hora de doar é uma barreira que precisa ainda ser derrubada. A autonomia e liberdade tornam a organização social independente financeiramente, o que pode não ser visto de forma positiva pela população no geral. Por, na maioria das vezes, não saberem para aonde o dinheiro investido vai, acabam por desistir da doação. Contudo, a transparência da ONG vem se tornando prática essencial e importante para o aumento do alcance da captação de recursos.

Para conhecer e saber mais sobre os relatórios de impacto da FreeHelper, acesse a página de transparência clicando aqui

Para a Diretora da San Remo, o foco na excelência e transparência juntamente com marketing social das ações é fator essencial para que a organização se aproxime do setor privado, sendo a identificação e seriedade no desenvolvimento de missões duas das principais características buscadas pelas empresas na hora de investir em uma causa social. Por isso a San Remo escolheu a FreeHelper, nas palavras de Sonia: pelos valores transmitidos pela FreeHelper, pela sua abrangência e excelência no trabalho inusitado desenvolvido, pela dedicação e alcance de suas ações.
O valor do investimento social
O investimento social, na visão de Patrick Lupion, Sócio Administrador da W Business Team, corretora de seguro de vida, é a forma voluntária de os mais favorecidos, em relação a oportunidades e condições desiguais, poderem contribuir com quem precisa. A FreeHelper torna isso possível à medida que atrai cada vez mais voluntários profissionais, os quais, por sua vez, são os responsáveis pelo aumento do impacto positivo das organizações sociais ao prestarem serviços técnicos e profissionalizados. Aqui, o investimento também vira economia: mais de R$ 5 milhões já geraram impacto através das ONGs parceiras.
A W Business Team também investe em outras organizações sociais, e Patrick afirma ter escolhido a FreeHelper porque acredita que o projeto abrange uma causa nobre que falta na sociedade, já que engloba direta e indiretamente diversas causas sociais.
Além da forma de investimento monetário, há também o que chamamos de captação in kind, a qual foca na conquista de produtos e serviços gratuitos, oferecidos por empresas parceiras, para a organização. São oito as parcerias firmadas com a FreeHelper, as quais, hoje, tornam possível a busca pela maximização do impacto do voluntariado profissional, sendo, por sua vez, próprios voluntários.
A primeira captação in kind ofertada à FreeHelper tornou possível a criação do site e plataforma que concedeu às pessoas o espaço necessário para se cadastrarem e tornarem voluntários. E o primeiro investimento monetário permitiu a contratação de uma funcionária full time, responsável por angariar ONGs parceiras e voluntários ao redor de todo o Brasil.
Uma curiosidade legal sobre a FreeHelper é que ela atua diretamente através de projetos específicos em empresas que buscam a ampliação de sua participação social e realizar ações no setor, como por exemplo projetos em que os próprios funcionários da empresa engajam em ações voluntárias acompanhadas pela FreeHelper que, além de acompanhar, gera relatórios de impacto para a empresa. Também é possibilitada à companhia a opção de firmar parceria para realização de doações ou de atividades de marketing direcionada a causas sociais, intermediadas e acompanhadas pela FreeHelper, bem como o desenvolvimento de outros projetos que vão de acordo com os objetivos e necessidades de cada empresa.
Seja na forma de voluntário, investidor ou parceiro, cada pessoa que hoje, de alguma maneira, contribui para que a FreeHelper continue impactando positivamente a sociedade enquanto aumenta o alcance de ONGs de todo o país faz toda a diferença. É por isso que precisamos de você, de seu amigo, de seu familiar, de sua empresa para que somemos forças a fim de que nosso impacto seja ainda maior.
E você? Está pronto (a) para fazer o bem fazendo bem?
Se você deseja tornar sua empresa socialmente responsável, clique aqui para tornar-se um investidor FreeHelper!
Se você deseja tornar-se um voluntário FreeHelper, clique aqui para começar a gerar a sua parcela de impacto positivo na sociedade!
Se você possui ou conhece alguma Organização Social que poderia aproveitar o trabalho da plataforma FreeHelper para aumentar seu alcance de impacto, clique aqui.

Mariana Savaris

Editora Chefe do Blog da FreeHelper

Mariana Savaris é acadêmica de Direito pelo Unicuritiba. Atualmente é Estagiária jurídica no Lima Lopes e Cordella, escritório focado em Direito Empresarial. Também é escritora e revisora de livros e artigos, atuando como Editora Chefe do Blog da FreeHelper.

               

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