O ano de 2021 e o impacto no Terceiro Setor

10 de fevereiro de 2022.

Sabemos que o ano de 2021 voou e não foi um ano fácil para ninguém. Um ano de muitas incertezas, de portas que se fecharam e lágrimas pela perda de entes queridos. Porém, no final do ano tivemos a certeza de que em 2022 portas voltariam a se abrir e lágrimas não seriam apenas de tristeza, mas sim de alegria, provando de um pouco mais de esperança.

Tivemos muitos acontecimentos marcantes no ano de 2021 que tiveram impactos em muitos setores, sendo um dos mais impactados o terceiro setor.

Principais acontecimentos de 2021

● Segundo ano de pandemia e a variante

A pandemia já não é novidade, principalmente toda a instabilidade e incerteza que trouxe para todos os setores, e com o terceiro setor não foi diferente. As instituições sem fins lucrativos dependem diretamente de doações de pessoas, voluntariado e apoio de terceiros, e quando isso é tirado do terceiro setor, podemos ver impactos negativos.

Isso porque, apesar de não ter foco lucrativo, ONG’s e empresas filantrópicas têm custos com infraestrutura, pagamento de colaboradores, alimentação e afins. Então, se antes da pandemia já era um desafio manter essas instituições funcionando, no cenário atual é ainda mais complexo.

O que chama a atenção nesse momento de pandemia e nova variante é que, além da diminuição de captação de recursos, por conta do distanciamento, tivemos uma diminuição de voluntariado em 44% de acordo com a Arredondar, muito em decorrência do medo do COVID.

Porém, com a pandemia, foi ainda mais desenvolvido o voluntariado virtual, em que, diferente de trabalhar presencialmente em uma ONG, os horários podem ser flexíveis, e você ainda pode ajudar mais pessoas do que imagina, tudo de forma remota. Até porque a internet tem o poder de potencializar a possibilidade de ajudar mais pessoas, em mais lugares e de diversos segmentos.

Veja nesse post que fizemos algumas ONGs que você pode ajudar online.

● A crise e a inflação

Com o desemprego e a inflação em 12 meses nos dois dígitos, o brasileiro acabou perdendo o poder de compra e teve que se virar como deu. Com isso, não tivemos tempo sequer de preparar o bolso para aguentar essa inflação. Tivemos uma alta, por exemplo, na Carne bovina, que passou a ser considerada um item de “luxo” sobre as mesas dos brasileiros. Além disso, em outubro, o IBGE considerou que houve a maior alta de preços do ano de 2021.

Tivemos também um aumento no preço dos combustíveis, o que pesou ainda mais no bolso: o aumento foi de 70%.

Pode parecer óbvio como a inflação tem impactado o povo brasileiro, mas precisamos falar um pouco mais sobre como essa crise impactou diretamente o terceiro setor. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o terceiro setor tinha 820 mil entidades até 2019 e cerca de 3 milhões de funcionários antes da pandemia.

Segundo levantamento do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, cerca de 70% dos brasileiros já fizeram algum tipo de doação de dinheiro em 2018, mas, desde o começo na pandemia e até os dias atuais, esse número vem caindo drasticamente. Em resumo, apesar do terceiro setor ter crescido bastante, ele ainda é pouco expressivo no Brasil se comparado a outros países. Ficando claro que se a economia sofrer um impacto negativo, consequentemente, as doações irão diminuir.

● Vacina

Por último e não menos importante - aliás, talvez até mais importante - a vacina foi a grande protagonista do ano de 2021. A espera foi grande, com longas filas dos postos de saúde, calendários e muitos brasileiros sendo vacinados.

Por causa da nossa protagonista, agora podemos voltar às ruas e ver o mundo não mais apenas pela janela de casa ou pela tela do nosso celular. A vacina gerou, sem dúvidas, um ar de esperança para todos os lares.

Dados computados pela Localiza SUS, no início do ano, mostram que 150.934.583 pessoas estão totalmente imunizadas. Este número representa 70,26% da população total do país. A dose de reforço foi aplicada em 50.551.924 pessoas, o que corresponde a 23,53% da população.

A população com 5 anos de idade ou mais que está parcialmente imunizada é de 83,4% e a população com 5 anos ou mais que está totalmente imunizada é de 75,41%. A dose de reforço foi aplicada em 31,25% da população com 18 anos de idade ou mais, faixa de idade que atualmente pode receber o reforço da vacinação.

Fonte: Localiza SUS 06/02/2022
   

Ou seja, ver esses números traz a esperança de dias melhores. Com mais pessoas vacinadas, e ainda mantendo todos os cuidados, veremos melhorias importantes no mercado, assim como a volta do aumento de voluntariado e um retorno positivo da economia em nosso país.

Expectativas do terceiro setor para o período pós-pandemia

 

Como falado anteriormente, a vacina chegou no Brasil dando um ar de esperança e liberdade para o povo brasileiro. Com sua aplicação acontecendo desde janeiro de 2021, aos poucos vemos a rotina voltando ao “novo normal” e pós pandêmico.

Importante lembrar o quanto o Terceiro Setor tem o poder de conscientizar e trazer o recado de nos cuidarmos e nos prevenirmos, para que possamos voltar a ter uma vida um pouco mais tranquila. Para o pós-pandemia do terceiro setor, a alternativa é planejar e garantir que as organizações continuem a captar recursos.

Além disso, com esse novo cenário é importante fazer com que o ambiente digital se torne o melhor amigo das organizações sociais, já que as que dependem do trabalho presencial foram as que mais sofreram na crise.

Por isso, é importante a adaptação a novas tecnologias e à nova realidade que estamos vivendo. Apesar de muitas incertezas, uma lição que a pandemia nos trouxe é a da inovação: portanto, daqui pra frente, a digitalização de processos e de trabalho serão necessárias para o crescimento positivo do terceiro setor. Ah, e se você ficou interessado em saber como apoiar o terceiro setor de alguma forma ou é uma ONG que precisa de ajuda, veja um pouco mais sobre nós.

Bianca Ferreira

Publicitária

Publicitária formada pela FIAM FAAM, MBA em Negócios Digitais e apaixonada por ações de impacto social e cultural. Já trabalha na área de marketing há quase 8 anos. Atua em projetos voluntários como Bluehook que apoia micro e pequenos empreendedores e em mentorias para desenvolvimento profissional, e na FreeHelper.

               

Você já conhece a história da FreeHelper?

continue lendo

ONGs como atores fundamentais para o desenvolvimento econômico e social

continue lendo

Entre em contato conosco

Envie um e-mail para contato@freehelper.com.br

Cadastre-se