Micros e pequenos empreendedores podem se reerguer nessa pandemia com o voluntariado

07 de outubro de 2021.

A crise que vem afetando o Brasil, decorrente da pandemia do Covid-19, tem grande reflexo em todos os segmentos empresariais, principalmente no micro e pequeno empreendedor, mas também em quem está começando o seu negócio. As restrições quantidade de pessoas em um mesmo espaço e o isolamento social já atingiram o equilíbrio financeiro e a sobrevivência de milhares de pequenos negócios no nosso país.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Sebrae, a pandemia mudou o funcionamento de mais de 5,3 milhões de pequenas empresas no Brasil, chegando a 31% do total de negócios. Infelizmente, mais de 58% interromperam as atividades temporariamente.

E, mesmo com as perspectivas do início da vacinação, que pode levar à flexibilização das medidas mais restritivas de distanciamento social, 95% dos brasileiros afirmam que pretendem continuar comprando online após o fim da pandemia, segundo pesquisa do Ebit|Nielsen. A pesquisa estima, ainda, que o e-commerce brasileiro deve crescer 26% em 2021 e será impulsionado pelo aumento no número de consumidores, fortalecimento de marketplaces, aumento na eficiência logística e pela consolidação de lojas virtuais locais.

Em meio a tantos acontecimentos causados pela pandemia, diversos empresários foram impactados em diversos setores, tais como vendas, finanças e, inclusive, o gerenciamento de negócio e criação de formas de rentabilizar em outros canais.

Confira abaixo uma lista dos principais setores que foram afetados nessa crise:

No entanto, é possível observar uma nova tendência entre os empreendedores: a busca por novas formas de atuação. Por exemplo, entre as empresas que continuam funcionando, 42% realizam entregas via atendimento online ou implementaram o método de trabalho remoto.

Com isso vemos um salto para o comércio eletrônico que pode ser considerado como histórico no nosso país, que hoje conta com mais de 1,3 milhão de lojas online, com um possível ritmo de crescimento de quase 40% ao ano. Ou seja, é imprescindível essa nova migração para o mundo digital para um efetivo aumento das vendas. Ao falarmos de “digital”, precisamos nos atentar aos diversos meios de comunicação e plataforma que você, empreendedor, pode usar nesse momento.

Mas como podemos estimular, de forma voluntária, o mercado da cadeia varejista, de empresas e prestadores de serviços que foram afetados pela crise, o contínuo crescimento? Para ajudar no dia a dia, trouxemos abaixo um projeto muito legal e que apoia e fomenta o crescimento do seu negócio de forma gratuita.

A Redhook é uma escola curitibana de criatividade que surgiu como uma escola de laboratórios, eventos, workshops e palestras focados na indústria da comunicação. Mas, com o tempo seus integrantes perceberam que tinham mais propósitos a entregar ao mercado, como de ajudar o próximo. E assim, acabaram se transformando em um hotspot de criatividade e inovação.

São motivados pela construção de projetos relevantes para todos; não apenas os deles, mas de todas as pessoas e empresas que os cercam e têm os mesmos valores em comum.

Todas as ações criadas pela escola promovem experiências que conectam verdadeiramente os participantes, e, como consequência, promovem a educação e desenvolvimento de mercado, gerando oportunidades para pessoas e empresas.

Durante a pandemia do COVID-19, a Redhook resolveu aplicar sua metodologia e seu propósito para transformar os pequenos empreendedores. Uniu alunos, professores e diversos voluntários de áreas relacionadas à comunicação, marketing e novos negócios. E, assim, surgiu o Bluehook: um movimento que tem como propósito ajudar as empresas que precisam estruturar toda sua comunicação e “sair do vermelho”, a partir de um hackathon criativo virtual.

No BlueLab os voluntários criam soluções práticas, efetivas e de fácil aplicação para as empresas participantes em menos de 24 horas. Auxiliam, acima de tudo, pequenos e médios negócios que não possuam um departamento de comunicação e que tiveram uma queda gigante no faturamento. São empreendedores que precisam de apoio para migrar para o digital ou começar o processo de comunicação, visando divulgar produtos e serviços, e que, muitas vezes, não sabem nem por onde começar.

Segundo Celinha, Diretora Geral da Redhook School, o projeto também busca ajudar o mercado de comunicação no Brasil, segmento bastante afetado com a crise. “Sabemos que, quando a crise chega, a comunicação é a primeira a ser cortada nas empresas, o que se mostra um erro depois de um tempo e prejudica todo um setor”, nos disse Celinha.

O BlueLab acontece um dia inteiro com diversos voluntários das mais diversas áreas, como comunicação, design, digital, marketing, mídia, performance e várias outras correlatas e todo o conhecimento é aplicado, de forma gratuita, para o crescimento daquela empresa.

Essa ação engloba todo o ecossistema do mercado de marketing e comunicação. Nesse contexto, os voluntários criam um briefing junto ao cliente para que sejam desenvolvidas as estratégias que precisam ser realizadas para a entrega de uma comunicação assertiva.

Outra iniciativa do movimento é o Blue-Learning: um pool de cursos virtuais, nas áreas de comunicação e marketing, em que todas as pessoas que possuam um certo tempo livre e que queiram gastá-lo em auxílio a uma pequena empresa inscrita no projeto ganham bolsas - totalmente gratuitas – que podem variar e chegar em até 70% de desconto nos cursos da escola.

A ideia é incentivar o desenvolvimento de mercado de forma colaborativa, já que auxilia pequenas empresas e as pessoas, além de possibilitar uma troca de experiências e colocar as novas ideias em prática, bem como uma rede de networking incrível. Do outro lado, as empresas participantes, a partir da implementação do novo planejamento e estratégia indicados, podem voltar a ver o crescimento de seu negócio ainda nesse momento de pandemia. Dessa forma, é desenvolvido o entendimento da importância da comunicação e, inclusive, da migração para o digital para o crescimento do negócio.

Organizados em times multidisciplinares, os profissionais desenvolvem voluntariamente ações de comunicação de baixo custo e curto prazo para as pequenas empresas. E, em contrapartida, esse esforço também conecta os voluntários com novas oportunidades de trabalho.

“O Hackathon da RedHook, antes de tudo, é um baita exercício de criatividade. A gente descobre ali, na pressão de ter pouco tempo, o quanto a gente consegue fazer, principalmente quando a gente está motivado a entregar todo esse trabalho para alguém que precisa, alguém que vai usar isso com toda positividade do mundo no próprio trabalho. Então, se você é criativo e quer desenvolver sua criatividade, participar do Hackathon é uma experiência única e que vai te ajudar a explorar o gás da tua criatividade que você nem imagina que existe”, acrescentou Bruna Slongo, redatora da Wiser Educação.

Caso você seja um empreendedor que está precisando de apoio para sua empresa, ou que queira ser um voluntário nessa ação tão significativa nesse mercado de comunicação, acesse o link a seguir e se inscreva: www.bluehook.com.br.

Bianca Ferreira

Publicitária

Publicitária formada pela FIAM FAAM, MBA em Negócios Digitais e apaixonada por ações de impacto social e cultural. Já trabalha na área de marketing há quase 8 anos. Atua em projetos voluntários como Bluehook que apoia micro e pequenos empreendedores e em mentorias para desenvolvimento profissional, e na FreeHelper.

               

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